10/09/2010 19:04
ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA
AUMENTA EMPREGO INDUSTRIAL
Dados do IBGE mostram que, em julho de 2010, o emprego na indústria brasileira cresceu 0,3% em relação à posição de junho/10. Em termos de 12 meses, a expansão foi de 5,4%; enquanto no acumulado de 2010, até julho, a alta alcançou 2,9%.
Já a folha de pagamento real da indústria, na comparação mensal, julho versus junho, subiu 1,9%; e, em termos de 12 meses, alcança a expressiva taxa de crescimento de 11,2%.
Ao analisarmos o emprego na indústria, em termos de 12 meses, dos 18 setores pesquisados, 14 ampliaram o contingente de trabalhadores.
Destaque para as expansões de 11,7% no segmento de máquinas e equipamentos(investimentos); de 8,8% nos meios de transporte; e de 10,5% dos produtos de metal. É mais um dado que mostra a pujança do crescimento da economia brasileira, em especial o da área industrial.
EUROPA: BOLSAS INSEGURAS
As principais bolsas européias fecharam sem tendência definida o pregão desta sexta-feira, em parte por conta das especulações sobre a necessidade do Deutsche Bank de aumentar seu capital, face a problemas de carregamento dos papéis das dívidas soberanas, o que levou as ações da instituição a despencarem 4,9%; e, em parte, pelas notícias vindas da China, principalmente do setor externo, que mostrou uma inesperada alta de 22,7% nas importações chinesas.
Outro dado positivo foi divulgação dos aumentos de produção e das exportações do setor automotivo europeu. As ações da BMW, Daimler e Volkswagem variaram positivamente, entre 0,9% e 3,3%.
A Renault e a Peugeot, montadoras francesas, anunciaram que vão quitar um terço da dívida de 6 bilhões de euros junto ao governo da França, empréstimo tomado na época da crise.
O Ftseurofirst300, o principal índice de referência das ações européias, recuou 0,11%, para 1.081 pontos, com baixíssimo volume financeiro, 199,75 milhões de euros.
Em Londres, o índice FTSE 100 avançou 0,14%; em Frankfurt, o Xetra DAX caiu 0,11; em Paris, o CAC 40 subiu 0,1%; em Madri, o Ibex 35 retroagiu 0,22%; em Lisboa, o PSI 20 teve ligeira alta de 0,01%; em Milão, o Mibtel recuou 0,12%; em Bruxelas, o Bel 20 Index desvalorizou-se 0,3%; e em Moscou, o RTS aumentou 0,02%.
No mercado londrino, o preço do barril de petróleo, do tipo BRENT, alcança US$ 77,98, alta de 0,66%.
As principais commodities operam com instabilidade. Destaque para os ganhos de 2,83% nas cotações do açúcar branco e para as perdas de 1% nos preços do cobre.
DÓLAR CAI: R$ 1,72
O dólar comercial, para venda, fechou cotado a R$ 1,72, desvalorização frente ao real de 0,17%. Com este resultado, na semana, o dólar registra perdas de 0,64%.
O pregão desta sexta-feira foi a oitava sessão consecutiva de perdas da moeda americana, que encerrou o dia na menor cotação de fechamento em nove meses. O Banco Central manteve sua política de duas intervenções diárias no mercado.
A primeira ocorreu por volta das 12h40 e a taxa de aceite foi de R$ 1,719. A segunda, por volta das 15h40, e a taxa de corte foi de R$ 1,7187.
Tivemos hoje mais um anúncio de lançamento de bônus. O Banco Cruzeiro do Sul vai emitir US$ 250 milhões em notas de 10 anos.
Após alguns pregões com duas intervenções diárias, podemos observar que a política do Banco Central talvez não seja evitar a queda do dólar, até mesmo porque sabe que a queda será inevitável, mas sim tentar ditar o ritmo de queda da moeda americana. E, nesse caso, está tendo êxito, pois na semana o dólar desvalorizou-se apenas 0,64%.
BOVESPA: PETROBRAS AINDA INSTÁVEL
A BOVESPA fechou em ligeira alta o pregão desta sexta-feira, em mais um dia de baixa volatilidade e baixo volume financeiro. A boa agenda internacional, com dados positivos vindos da China, do Japão e dos EUA, pesou mais do que o desempenho negativo das blue chips brasileiras, Vale e Petrobras, levando o indicador paulista para o campo positivo no último pregão das semana.
As ações da Petrobras continuam sendo influenciadas pela capitalização. Já as da Vale hoje sofreram com a queda das commodities metálicas no cenário externo e com a divulgação, por jornais chineses, de que a empresa vai reduzir em 10% o preço do minério de ferro no último trimestre de 2010. Esta informação arrastou para baixo o preço das ações do setor siderúrgico.
Os papéis do Pão de Açúcar tiveram fortes perdas depois que a Itaú Corretora eliminou o papel de sua carteira sugerida, após chegar à conclusão de que a perspectiva de lucro no curto prazo está difícil, face à compra das Casas Bahia.
Do lado positivo, tivemos a notícia de que as chinesas Sinopec e CNOOC querem comprar ativos da OGX Petroleo. Outra informação que alvoroçou o mercado foi a de que a LLX, empresa logística, está perto de fechar acordos com novos parceiros, podendo até mesmo ter novos sócios. As ações dispararam, +8%.
Da Vale veio a informação de que a empresa receberá financiamento de US$ 1,229 bilhão do Export-Import Bank of China e do bank of China, para construção de 12 navios chinemax, com prazo de pagamento de 13 anos. O dinheiro estará disponível ao longo dos três primeiros anos do projeto.
A BOVESPA hoje subiu 0,27%, com o IBOVESPA atingindo 66.806 pontos. Com esse resultado, o indicador paulista, na semana valorizou-se 0,19%; enquanto que, em setembro, até o dia 10, a alta é de 2,55%.
O giro financeiro foi baixo, de R$ 4,62 bilhões. As ações da Vale e da Petrobras responderam por mais de 26% do volume total negociado hoje. As ações PNA da Vale recuaram 0,76%, enquanto que as ON e PN da Petrobras caíram, respectivamente, 0,73% e 0,28%.
Dentro do IBOVESPA, as maiores altas ocorreram nas ações da LLX Log ON,+8,0%; Sabesp ON,+4,69%; Natura ON,+3,22%; All Americ Lat Unt,+3,19%; e Eletropaulo PNB,+3,16%. Já as maiores baixas foram nos papéis do Pão de Açúcar-CBD PNA,-4,04%; MMX Miner ON,-2,56%; Braskem PNA,-1,75%; Usiminas PNA,-1,41%; e Usiminas ON,-1,37%.
EUA: BOLSAS EM ALTA
As principais bolsas americanas fecharam o pregão desta sexta-feira em alta. Dados positivos sobre o atacado americano e números sobre o setor externo da China, queda de 4,3% nas exportações e alta de 22,7% nas importações, bem como a revisão para cima do crescimento do PIB do Japão no segundo trimestre de 2010, contribuíram para a performance azul dos índices americanos.
Tivemos ainda as informações sobre o crescimento da produção industrial da França e da Itália; além do acordo feito pela Dubai World, da reestruturação de sua dívida de US$ 25 bilhões.
Hoje foi um dia positivo para os mercados, embora a movimentação dos negócios continue em patamares baixos, o que sinaliza as preocupações dos investidores com a qualidade e a velocidade da recuperação econômica.
Em Toronto, o índice TSX Composite avançou 9,53%; no México, o MXSE IPC subiu 0,33%; e, em Wall Street, o Dow Jones ganhou 0,46%, o Standard&Poor's 500 (SP500) progrediu 0,45% e o Nasdaq cresceu 0,28%. Com esses resultados, na semana, o Dow Jones lucrou 0,14%, o SP500 teve alta de 0,46% e o Nasdaq registrou ganhos de 0,39%.
Em Wall Street, o movimento financeiro continuou baixíssimo, US$ 3,22 bilhões.
Em Nova York, o preço do barril de petróleo, tipo WTI, alcançou US$ 76,48, alta de 3,0%.
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Deixe um comentário | 0 Comentário(s)09/09/2010 19:43
ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA
DÓLAR CAINDO: R$ 1,723
O dólar comercial, para venda, fechou cotado a R$ 1,723, desvalorização frente ao real de 0,11%. O resultado de hoje representa a menor cotação de fechamento desde 4.1.10, quando a cotação atingiu R$ 1,720, e significa o sétimo pregão consecutivo de perdas para a divisa norte-americana.
Foi mais um dia onde as ordens de venda prevaleceram e o Banco Central voltou a intervir duas vezes no mercado, no segmento à vista, através do leilão de compra. A primeira intervenção ocorreu por volta das 12h30 e a taxa de corte foi de R$ 1,7236. A segunda ocorreu por volta das 16h05 e a taxa de aceite foi de 1,7242.
A volatilidade foi baixa e essa deverá ser a tônica do mercado, pois a atuação da autoridade monetária vai continuar influenciando as expectativas. Tivemos hoje mais notícia de emissão de títulos. A Suzano, empresa de papel e celulose, anunciou uma operação de US$ 500 milhões. É mais pressão baixista na moeda americana.
BOVESPA EM ALTA
A BOVESPA fechou em alta o pregão desta quinta-feira, em dia de baixa volatilidade e de baixo volume financeiro. No âmbito interno, as ações da Petrobras continuaram dominando o pregão. Hoje representaram 16,13% do volume total negociado na BOVESPA, fechando com perdas de 0,82% e 1,91%, respectivamente, nas ações PN e ON.
A empresa de consultoria Econométrica divulgou que, em 2010, até setembro, as ações PN da Petrobras caíram 22,5%, enquanto as ON recuaram 22%.
Em 2009, as ações PN da Petrobras subiram 65,9% e as ON 55,6%.
Os papéis da Vale descolaram do mercado externo, onde as commodities metálicas mostraram perdas, e encerraram o dia em alta, contribuindo para o positivo do dia do indicador paulista. Ajudaram também nesse movimento as boas notícias macroeconômicas vindo dos EUA e da Europa.
A BOVESPA encerrou o pregão de hoje em ligeira alta de 0,33%, com o IBOVESPA alcançando 66.624 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,87 bilhões. As ações da Vale e da Petrobras responderam por mais de 26,0% do volume total negociado hoje. As ações PNA da Vale cresceram 0,14%.
Dentro do IBOVESPA, as maiores altas ocorreram nas ações da Cyrela Realty ON,+4,13%; Cosan ON,+3,95%; LLX Log ON,+3,73%; Braskem PNA,+3,7%; e Rossi Resid ON,+3,25%. Já as maiores baixas foram nos papéis da Souza Cruz ON,-2,17%; Embraer ON,-2,16%; Telesp PN,-1,81%; e OGX Petroleo ON,-1,78%.
EUA: BOLSAS LUCRATIVAS
As bolsas americanas registraram ganhos no pregão desta quinta-feira. Dois fatores foram determinantes para o comportamento positivo do dia. O primeiro deles, os dados sobre o benefício do seguro-desemprego, que na semana finda em 4.9.10, recuaram em 27 mil pedidos, para 451 mil solicitações. Vieram bem inferiores às expectativas do mercado, que esperava um volume de solicitações no patamar de 471 mil.
O segundo foi o déficit comercial americano, que alcançou US$ 42,8 bilhões, montante bem inferior ao esperado pelos analistas de mercado, US$ 47 bilhões. Esta inesperada melhora foi consequência direta do aumento de 1,8% nas exportações americanas de julho.
Em Toronto, o índice TSX Composite teve leve baixa de 0,07%; no México, o MXSE IPC subiu 0,34%; e, em Wall Street, o Dow Jones cresceu 0,27%, o Standard&Poor's 500 (SP500) progrediu 0,48% e o Nasdaq avançou 0,33%. O movimento financeiro continua baixo, US$ 3,56 bilhões.
Nove dos dez setores que compõem o SP500 registraram ganhos, destacando-se as altas de 1,08% no setor de telecomunicações e de 1,07% no segmento de cuidados com a saúde. As ações dos bancos foram os destaques do dia. As do Morgan Stanley cresceram 4%; as do Bank of America subiram 0,97%; e, as do Goldman Sachs progrediram 1,08%.
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Deixe um comentário | 0 Comentário(s)09/09/2010 17:45
ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA
SAFRA SURPREENDENTE
O IBGE divulgou hoje que o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de agosto/10 mostra uma produção da safra de grãos de 148 milhões de toneladas, volume superior em 1,1% ao levantamento de julho/10.
Esta será uma safra recorde, superando a de 2008, quando a safra de grãos atingiu a 146,0 milhões de toneladas. É mais um fator que aponta para alta menor nos preços, o que traz menos pressão para inflação.
EUROPA: BOLSAS EM ALTA
As principais bolsas européias fecharam em alta o pregão desta quinta-feira, puxadas pelos dados macroeconômicos positivos tanto da Europa, como dos EUA, em especial das áreas de emprego, preços e comércio exterior.
Tivemos ainda a manutenção da taxa básica de juros em 0,5%a.a. no Reino Unido, e as previsões positivas do Banco Central Europeu sobre a recuperação econômica da Zona do Euro. Os papéis do setor bancário lideraram o movimento altista.
O índice do setor financeiro, o STOXXEurope600, subiu 1,9%, com destaque para as altas nas ações do Barclays, Royal Bank of Scotland, Société Générale e Credit Agricole, que avançaram entre 3,4% e 4,6%.
O Ftseurofirst300, o principal índice de referência das ações européias, cresceu 0,96%, apra 1.082 pontos, o maior patamar desde o final de abril, com um baixo movimento financeiro, 228,73 milhões de euros.
Em Londres, o índice FTSE 100 avançou 1,19%; em Frankfurt, o Xetra DAX cresceu 0,93%; em Paris, o CAC 40 subiu 1,22%; em Madri, o Ibex 35 expandiu 1,2%; em Lisboa, o PSI 20 progrediu 1,01%; em Milão, o Mibtel aumentou 1,35%; em Bruxelas, o Bel 20 Index valorizou 0,84%; em Oslo, o Oslo All Share ganhou 1,8%; e, em Moscou, o RTS teve ligeira queda de 0,07%.
No mercado londrino, o preço do barril de petróleo, tipo BRENT, alcança US$ 77,44, queda de 0,93%.
As principais commodities operam em instabilidade, com as cotações do suco de laranja registrando ganhos de 3,47% e os preços do cobre caindo 1,58%.
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Deixe um comentário | 1 Comentário(s)09/09/2010 11:30
ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA
INFLAÇÃO SOB CONTROLE
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, em agosto/10, registrou inflação de 0,04%, dados do IBGE.
Com esse resultado, o índice acumulado em 2010, até agosto, está em alta de 3,14%. E, nos últimos 12 meses, o IPCA mostra variação positiva de 4,49%, junto ao centro da meta de inflação de 4,5%, definida pelo governo.
Este resultado mostra bem o acerto do Banco Central de suspender o ciclo de alta da taxa básica de juros. Os preços dos alimentos registraram deflação de 0,24%, enquanto os preços dos produtos não alimentícios subiram 0,12%.
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Deixe um comentário | 0 Comentário(s)09/09/2010 08:39
KLEBER SAMPAIO
O FLAMENGO VAI CAIR?
Pode cair ou pode se recuperar, mas as chances de queda para a segunda divisão são acentuadas.
O Flamengo tem, neste momento, 22 pontos e precisa chegar a 46 para escapar.
Sinceramente, sei que ele não tem culpa, mas começo a acreditar que Zico fez um péssimo negócio indo para a Gávea.
Sinto saudades de Márcio Braga, o maior presidente da história rubro-negra. E também do Kleber Leite e do Edmundo Santos Filho.
O que a Patrícia Amorim entende de futebol eu entendo de golfe: N A D A.
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Deixe um comentário | 10 Comentário(s)08/09/2010 21:24
ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA
BRASIL: FUGA DE DÓLARES
Dados do Banco Central mostram que, pelo terceiro mês consecutivo, em agosto/10, as saídas de dólares superam as entradas em US$ 680 milhões, no Brasil.
Com esse resultado, no acumulado de 2010, até o dia 31.8, o fluxo de saída dos de dólares está positivo em US$ 3,07 bilhões, ante os US$ 6,07 bilhões de igual período de 2009, o que representa uma significativa queda de 49,42%.
A autoridade monetária informou também que os bancos aumentaram expressivamente a posição vendida no mercado cambial, para US$ 13,724 bilhões, contra a posição de final de julho/10, de US$ 10,002 bilhões, alta de 37,2%.
EUROPA: BOLSAS EM ALTA
As principais bolsas européias, depois de um início no vermelho, reagiram e fecharam em alta o pregão desta 4a.feira. Dois fatores podem ser considerados os principais indutores da mudança de sinal: o primeiro deles foi a notícia de que a SAMSUNG escolheu a tecnologia da ARM para o novo chip do telefone celular da empresa. Com isso, as ações da ARM Holdings dispararam 5,8%.
E o segundo, foi o sucesso de Portugal no levantamento de 1,04 bilhões de euros no mercado da dívida, embora tenha tido que pagar um prêmio superior ao das emissões anteriores, refletindo um cenário mais difícil para as economias consideradas periféricas da Zona do Euro.
Este fato, pagamento de maior prêmio, repercutiu negativamente na bolsa de Lisboa, com o índice PSI declinando 0,76%, apesar dos outros mercado europeus terem reagido bem a notícia. As dúvidas sobre a não contabilização dos riscos das dívidas nos testes de estresse em julho continuam a repercutir negativamente nos mercados.
As mineradoras foram destaques positivos do dia e a alta observada nas cotações das empresas Xstrata, Antofagasta, Rio Tinto e Anglo American contribui para o azul da sessão.
O Ftseurofirst300, o principal índice das ações européias, subiu 0,96%, para 1.072 pontos, maior pontuação de fechamento desde o final de abril de 2010, com um baixíssimo movimento financeiro, 213,13 milhões de euros.
Em Londres, o índice FTSE 100 cresceu 0,41%; em Frankfurt, o Xetra DAX subiu 0,76%; em Paris, o CAC 40 avançou 0,92%; em Madri, o Ibex 35 expandiu 1,02%; em Milão, o Mibtel aumentou 0,91%; em Bruxelas, o Bel 20 Index valorizou 0,67%; em Oslo, o Oslo All Share progrediu 2,73%; e, em Mosocu, o RTS lucrou 0,15%.
No mercado londrino, o preço barril de petróleo, tipo BRENT, alcança US$ 78,62, alta de 1,13%.
As principais commodities operam com ganhos, destaque para os aumentos de 0,82% nos preços do cobre e de 0,67% nas cotações do suco de laranja.
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Deixe um comentário | 0 Comentário(s)08/09/2010 19:48
ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA
DÓLAR A R$ 1,725
O dólar comercial, para venda, fechou cotado a R$ 1,725, a menor cotação de fechamento desde 4.1.10, o que significou uma desvalorização frente ao real de 0,12%. Conforme já esperado, houve dupla intervenção do Banco Central, através do leilão de compra da divisa americana no segmento à vista.
O Banco Central também informou hoje que a posição vendida dos bancos, em 31.8.10, atingiu US$ 13,724 bilhões, 37,2% acima da posição de 31.07. Além desse valor, o mercado está estimando que os estrangeiros acumulam posições vendidas de dólar no mercado futuro e de cupom cambial em torno dos US$ 11 bilhões.
Tivemos hoje a divulgação de um valor entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões a serem captados através de títulos a serem lançados pela mineradora Vale, pelo BNDES, pela companhia de telefone Telemar Norte e Leste e pela construtora Odebrecht. Ou seja, é mais pressão baixista sobre o mercado cambial brasileiro no curto prazo. A dupla intervenção da autoridade monetária, dificilmente segurará a queda da divisa norte-americana.
Vamos aguardar que o Banco Central comece a usar suas outras armas, como por exemplo a atuação no mercado futuro através do leilão de swapp cambial reverso. Até mesmo poderemos assistir a compra de dólares pelo Fundo Soberano do Brasil, que já foi autorizado a comprar dólares. A queda de braço está apenas começando.
O kick-off foi dado pelo definição do preço do barril para a capitalizção da Petrobras. O Banco Central fez a primeira intervenção por volta das 12h30 e a taxa de aceite foi de R$ 1,7236. A segunda intervenção ocorreu por volta das 16h06, e, a taxa de corte foi de R$ 1,7248.
QUEDA NA BOVESPA
A BOVESPA hoje caiu 0,51%, com o IBOVESPA atingindo 66.407 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,69 bilhões. As ações da Vale e da Petrobras responderam por mais de 28,0% do volume total negociado hoje. As ações PNA da Vale caíram 2,16%, enquanto as PN e as ON da Petrobras recuaram 4,33% e 4,62%.
As maiores altas, dentro do IBOVESPA, ocorreram nas ações da OGX Petroleo ON,+3,97%; BM&FBOVESPA ON,+3,41%; Embraer ON,+2,76%; Telesp PN,+2,39%; e Tim Part ON,+2,35%.
Já as maiores baixas foram nos papéis da Eletropaulo PNB,-5,53%; CPFL Energia -5,5%; e Cemig PN,-4,31%.
PETROBRAS COM MENOS 4%
A BOVESPA, no retorno do feriado de 7 de setembro, fechou em queda o pregão desta 4a.feira. As ações da Petrobras voltaram a dominar o cenário, com quedas superiores a 4%, tanto nos papéis ON, quanto nos papéis PN. É claramente um movimento de quem quer comprar mais barato na oferta de capitalização da Petrobras.
As ações da Vale também contribuíram para o negativo do dia, apesar da alta das commodities metálicas nos mercados internacionais, depois que foi divulgada notícia de que a Rio Tinto está baixando o preço do minério de ferro para o próximo trimestre, outubro a dezembro.
Nesse segmento, o relatório do Deutsche Bank mostrando uma perspectiva de queda no preço do minério de ferro, com a desaceleração da economia chinesa no segundo semestre, ajudou a pressionar para baixo o preço das ações da Vale.
Do lado positivo, tivemos o relatório do HSBC, que reiterou a recomendação de compra para as ações da BM&F BOVESPA, elevando o preço alvo da ação de R$ 14,50 para R$ 15,50 ao final do ano, o que contribuiu para puxar para cima as ações da empresa, que ficaram entre as cinco maiores altas do dia dentro do IBOVESPA.
EUA: BOLSAS EM ALTA
Os principais índices americanos fecharam com ganhos o pregão desta 4a.feira. Os investidores deram repercussão ao sucesso do lançamento dos títulos da dívida de Portugal, operação de 1,04 bilhão de euros; e às notícias trazidas pelo livro BEGE, do FED, o banco central americano, que mostra que 5 das 12 regiões avaliadas registraram crescimento misto ou mais lento no nível de atividade de agosto. Ou seja, o livro não trouxe surpresa.
No lado corporativo, um dos destaques foi a alta de 3,2% nas ações da empresa petrolífera britânica, a BP, depois que a agência de classificação de risco, a Fitch Rating, elevou a nota de crédito para a dívida de longo prazo da companhia, após o controle do vazamento de óleo no Golfo do México. O rating passou de "BBB" para "A", com perspectiva estável.
Outros destaques positivos do dia foram as altas nas ações do JP Morgan Chase,+2,19%; Goldman Sachs,+2,0%; Chicos's,+1,78%; Wet Seal,+1,57%; e Phillips-VAn Heusen,+7,07%. Em Toronto, o índice TSX Composite caiu 049%; no México, o MXSE IPC recuou 0,12%; e, em Wall Street, o Dow Jones cresceu 0,45%; o Standard&Poor's 500 (SP500) subiu 0,64% e o Nasdaq progrediu 0,9%. Wall Street manteve seu baixíssimo movimento financeiro, US$ 3,34 bilhões.
Nove dos dez segmentos que compõem o SP500 registraram alta, com destaque para os ganhos de 0,9% do setor industrial e de 0,87% do segmento financeiro.
Em Nova York, o preço do barril de petróleo, tipo WTI, alcançou US$ 74,57, aumento de 0,65%.
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Deixe um comentário | 0 Comentário(s)06/09/2010 15:36
RENATO RIELLA
RENOVAÇÃO EM BRASÍLIA
A tendência neste momento é a vitória do PT na eleição de governador. Esse partido saiu do governo em 1998, depois de uma administração apenas razoável da equipe de Cristovam Buarque, que deixou como marcas a faixa de pedestre e a bolsa-escola.
Não há dúvida que Joaquim Roriz, seguido por José Roberto Arruda, produziu muito mais, com o saneamento do BRB (que quebrou no governo Cristovam), a consolidação do Metrô, a dignidade dada a cidades como Samambaia, Paranoá, Santa Maria, São Sebastião, entre outras ações.
Ninguém consegue apagar méritos de governos anteriores, hoje condenados por outras práticas administrativas graves, entre as quais contratações de serviços e de gente com métodos escusos.
Assim, encaminha-se Brasília para uma nova administração petista. Ouvi alguém falar no fim de semana: “Não muda nada. Os métodos são os mesmos!”
É claro que muda. Agnelo Queiroz, ao assumir o governo, terá compromissos políticos próprios e dificilmente honrará acertos de Roriz e Arruda, como linhas de ônibus, coleta de lixo bandida, cemitérios condenados, Terracap e Secretaria de Habitação suspeitas, PDOT criminosamente implantado e muitos itens escabrosos.
A equipe de Agnelo (se ele for eleito) levará muito tempo até adquirir o know-how do mal assumido por “administradores” que estão no poder há 20 anos.
Brasília deve saudar a renovação. Pode ser que Roriz reaja, voltando a se viabilizar como candidato, mas falta pouco tempo para a eleição. Dificilmente ele conseguirá produzir fatos positivos, que devolvam otimismo ao seu eleitorado.
Da minha parte, se assumir um governador que impeça a construção de um estádio para 75 mil pessoas já será grande feito. Será que Agnelo vai nessa direção (ou não?)
FEDERAIS BEM DECIDIDOS
É interessante ver as últimas pesquisa no que se refere à Câmara Federal. Está se consolidando um quadro em que o lado do PT elege quatro deputados, a turma do Roriz elege três e a coligação PMDB/PTB, um parlamentar.
Na coligação petista, estão praticamente eleitos nomes como Reguffe (PDT), Paulo Tadeu, Erika Kokay e Magela.
No bloco rorizista, Jaqueline Roriz, Izalci e Bessa. Este último pode disputar a vaga com Adelmir Santana, se o senador do DEM conseguir faturar de verdade os votos do desistente Robson Rodovalho.
Na coligação PMDB/PTB, Pitiman está na frente, mas terá de disputar a vaga com Toninho Pop e o hoje suplente Quirino.
Dificilmente surgirão outros nomes nessa disputa das oito vagas de federal.
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ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA
BRASIL: SUPERÁVIT COMERCIAL
Entre os dias 1 a 3 de setembro de 2010, dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e do Comércio Exterior (MDIC) mostram que a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 138 milhões.
Com esse resultado, o saldo comercial brasileiro, no acumulado de 2010, até o dia 3.9, está positivo em US$ 11,822 bilhões, 41,9% inferior ao obtido em igual período de 2009.
Entre janeiro e 3.9.10, as exportações brasileiras cresceram 27,9%, para US$ 128,712 bilhões; e as importações, subiram 45,5%, para US$ 116,89 bilhões. As importações continuam a empurrar para baixo o saldo comercial brasileiro em 2010.
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ALMIR FREIRE LIMA - ECONOMIA
BRASIL: PREVISÕES ECONÔMICAS
O Banco Central divulgou o Boletim Focus, que traz as estimativas sobre os principais indicadores econômicos, realizadas pelos agentes econômicos e financeiros:
a) PIB: expansão de 7,34% em 2010 e de 4,5% em 2011;
b) Produção Industrial: crescimento de 11,37% em 2010 e, em 2011, de 5%.
c) Inflação: o IPCA deverá encerrar 2010 com alta de 5,07% e, em 2011, de 4,85%. O IGP-M registrará, ao final de 2010, aumento de 8,71% e de 5,01% no fim de 2011;
d) Juros: a taxa SELIC ao final de 2010 deverá alcançar o patamar de 10,75%a.a. e, no encerramento de 2011, o nível de 11,5%a.a.;
e) Câmbio: em 31.12.2010 o dólar deverá estar cotado a R$ 1,79 e, em 31.12.2011, a R$ 1,83;
f) Balança Comercial: superávit de US$ 15 bilhões em 2010 e de US$ 8,68 bilhões em 2011;
g) Conta de Transações Correntes: déficit de US$ 50 bilhões e, em 2011, de US$ 58 bilhões.
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